quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Voltando... e já criticando

Depois de um bom tempo sem postar estou eu aqui novamente.

Não inventarei desculpas dizendo que estava sem tempo, preocupada com outras coisas, bla bla bla. De certa forma eu até estava, mas não foi por isso que não postei nada, foi por nenhum motivo que eu saiba identificar.

Nesse meio tempo aconteceram muitas coisas, escândalos políticos (só para variar), terremotos, incêndios... Fatos que sem dúvidas deveriam ter sido comentados aqui no blog, mas sabe como é, sou uma adolescente irresponsável. 

Hoje vou aproveitar a idéia de um amigo meu que também tem um blog e falarei de um assunto não tão nobre, mas que merece ser comentado também. O mal uso da internet.


Agora que acabou a introdução, vou começar. Todos sabem que a internet é aplaudida de pé por todos que sabem o que ela é, mesmo que não saibam muito bem, desde que se tenha uma vaga idéia disso 98% das pessoas são super à favor da internet, muitas vezes dizendo que serve para que as pessoas sejam crianças, jovens, adultos ou idosos tem acesso direto e variado a informações que dificilmente teriam antes, mesmo que isso não seja aplicado pelos seus defensores.

Hoje temos um quadro de um excesso de informação, que muitas vezes é inútil. Não sei dizer até que ponto esse excesso de informação pode ser benéfico a criação de personalidade de uma criança, que muitas vezes pode ser confundida por ter várias versões de uma única coisa. Porque mesmo que os pais dela queiram barrar isso dificilmente conseguirão ter um método 100% eficaz, acreditem em mim! Reclamamos que nossas crianças não saem de casa, não tem convívio social e se erotizam precocemente, e de tem é a culpa? Não podemos culpar inteiramente a internet por isso, mas posso dizer que boa parcela de culpa é dela, ou seria dos pais que deixam os filhos terem acesso? Mas vamos privar as crianças das inúmeras informações e divertimentos que podem encontrar na internet? Quantos dilemas... Mas que ela é um risco isso é um fato, vejam as salas de bate-papo. Digo por experiência própria, quando comecei a usar a internet poucas pessoas tinham msn e eu deveria ter meus 12 anos, o que me restava? Joguinhos viciantes e os bate-papos igualmente viciantes, eu lia cada absurdo que só eu sei, não sei como não fui raptada por um pedófilo qualquer que são bem inocentes a uma primeira olhada e não adiantava a repreensão de meus pais ou eles tentarem bloquear isso no computador, eu sempre dava um jeito, se eu fiz isso o que impede de crianças de hoje em dia que são mais espertinhas do que eu eram fazerem? Claro que existem os nerds precoces que com 6 anos de idade já estão aptos a trabalharem para a Microsoft e não perderão tempo com os bate-papos da uol nem com os joguinhos tipo pac-man, nem sei se existem sites com pac-man ainda.

Mas a fase mais crítica não é a infância, mas a adolescência, o que também não é novidade para ninguém, porque é aí que nascem os mister e as misses orkut, putz aí é foda. Esses seres tendem a tirarem fotos semi nus e fazerem gestos que não sabem o que significam, apenas viram alguém fazendo e acharam legal. Adoram postar fotos das matines que foram no domingo anterior, isso é quando suas mãe deixam, junto com seus miguxos e miguxas sem contar o dialeto que usam. A partir desse momento são convidados para participar de comunidades do tipo "os mais gatos e sexys", "só para vips" e futilidades piores, tudo para arrecadarem votos de um bando de fakes e serem os mais tops da comunidade e terem sua face estampada na 'capa' da comunidade, diga se não é uma honra? A próxima etapa e divulgar seus dotes físicos mesmo que estejam ainda em fase de amadurecimento, para que seja apreciado por tiozões e tiazonas, transformando-se em deuses e deusas mirins do sexo. UI. Não podemos esquecer das frases feitas,depoimentos iguais, disputas de topo e outras babaquices mais. Agora recebemos mais ferramentas para isso, o Twitter e o Formspring,num as pessoas falam de suas respectivas vidas e no outro as pessoas fazem perguntas boçais na maioria das vezes e o cidadão se dá ao trabalho de responder. E depois disso tudo ainda manda todo mundo cuidar da sua própria vida, o céus, gente contraditória Primeiro expõe-se por inteiro dando nome, sobrenome, endereço, tipo sanguino, cor da calcinha e o que mais perguntarem e depois reclama que as pessoas são intrometidas e sem o que fazer.

Responda-me então, pra que se expor se não se não ser julgado, criticado, elogiado ou sei lá mais o que? Que diabos. 

O pior que isso não se aplica somente a adolescentes da idade não, mas todos aqueles que ainda não saíram dessa fase. Sem contar fotologs, floguxos, flogbrasil, BLOGS e outros apetrechos mais.

E as informações necessárias, os jornais e blogs informativos onde estão nessa história? Poucas são as pessoas que os usam, por motivos óbvios, não serem incentivadas à isso e estarem postando frases novas no Twitter.

Mas porque essas pessoas passam tanto tempo com essas futilidades? Por falta do que fazer? Não! Por falta de atenção, elas precisam ser notadas de uma maneira ou de outra, carência pura. Nós estamos em um modelo de família que não tem mais aquela coisa da mãe dar atenção integral ao filho, pois ela precisa trabalhar fora e dentro de casa para a limpeza e pra ter dinheiro. O pai também não dá mais tanta atenção ao filho. O carinho tem sido o financiamento da criação do filho, não mais tempo, mas pagar a escola, comida, casa... Não condeno isso, acho totalmente compreensível e não vejo uma maneira diferente que seja fácil e satisfatória, mesmo que difícil e satisfatória, o momento em que vivemos exige essa distancia da casa e aproximamento do trabalho/estudo/profissão. Mas a maioria das crianças não entende essa nova maneira de afeto e acaba tendo que chamar atenção de outra maneira, seja na internet ou com comportamento ruim na escola, igreja, sociedade em geral. Talvez se dessemos mais atenção as crianças tivéssemos menos mister e misses orkut. Alguém encontra outros motivos?


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Monstro do armário

Hoje recebi uma notícia chocante, eu já sabia que esse tipo de coisa acontecia, mas quando você começa a se aproximar dessas situações a coisa muda de figura, começa a te assustar ainda mais.

Vemos o jornal na hora da janta com toda a família, quem tem, ou sozinho, quem não tem. Fazemos sempre mil coisas ao mesmo tempo não tendo a atenção que se deve ter ao ver esse tipo de noticiário. Não que tenhamos ótimos noticiários, incorrompíveis e imparciais, mas é o que temos, se é o que temos devemos ao menos ouvi-los.

Confesso que me tornei uma idealista sentimental de uns tempos pra cá. É ridículo, eu tenho consciência disso, mas o que vou dizer realmente aconteceu. Assisti um desfile de fanfarras, aquelas bandas gigantescas com todos os integrantes uniformizados e marchando, em plena ordem. Aquilo começou a me gerar de início uma ojeriza tremenda, aquele ideal militar calculado tão impassível de falhas... Mas para falar bem da verdade, o que mais me entristeceu foram as pessoas falando com brilho nos olhos “isso me lembra a ditadura”. Aquilo me trouxe um sentimento de tristeza imenso, eu avisei que virei sentimental, uma tristeza que senti poucas vezes, e não imaginava sentir em uma situação como essa. 

Como alguém pode querer algo tão temível como foi a ditadura militar? Como alguém pode querer ter seu direito de falar, andar, ir, vir, pensar, censurado? Tudo em nome de uma pseudo-ordem que não existe na realidade, o que existe é o medo. De que adianta ter tudo regrado e “funcionando como deve ser” quando o direito de ser você mesmo é extirpado? Pessoas inúmeras morreram, tantas outras sofrem com seqüelas anos a fio por isso, tudo isso por uma liberdade condicional? Que liberdade é essa?

Bom, deu pra captar mais ou menos o que senti nesse momento, não vou me estender muito nesse episódio por trago um chocante agora.

Meus queridos, chegou a meu conhecimento essa terça-feira uma história simplesmente nojenta, me causa asco total. Aconteceu em uma escola, e olha que não foi escola de periferia como muita gente pode pensar. É escola de 1ª a 4ª série, vale ressaltar isso também. Nessa escola já aconteceram inúmeros casos com crianças violentadas sexualmente, não exatamente na escola, mas com os alunos da mesma, no entanto esse me deixou mais horrorizada que todas às vezes...

O menino faltou duas semanas seguidas na escola, ato que não se pode considerar normal, de acordo? Chamam a mãe da criança de apenas 8 anos de idade para saber o motivo da ausência. A mãe disse a professora o que havia acontecido. A criança aos seus 6 anos de idade foi violentada pelo padrasto, que diga-se de passagem ainda está com a mãe, e antes de começarem as faltas, o menino recebeu a visita de seu “singelo” cunhadinho. Que segundo a mãe é um negão bem forte, e por isso não podia ir à escola. O cunhadinho com todo carinho estourou o menino, a criança foi levada ao médico, ele disse isso, e como ele não conseguia nem andar não podia ir à escola. 

É ou não é pra ficar revoltada? A minha vontade era bater nessa mãe até estourar os miolos dela, e capar os dois desgraçados que fizeram isso. Isso é monstruoso, desumano, acabou com a vida do menino. E agora quem ele vai ser? Certamente deve ser abusado com freqüência já que a mãe é conivente com o padrasto, agora pra ajudar tem um cunhadinho muito delicado que cuida bem dele, gente estou falando de uma criança de 8 anos!

Não há outra definição a não ser monstruosidade para um ato dessa natureza. E antes esse fosse um caso isolado, existem “n” casos de violência sexual não só nessa escola, mas em diversas delas em todo estado em todo país, o mundo é um violentador de primeira. 

Essas crianças que sofrem esse tipo de violência levam marcas por toda uma vida, psicologicamente e fisicamente, mais tarde elas terão grandes problemas com personalidade, afetividade e sexo, claro que terão não é preciso ser nenhum gênio para saber disso. 

E agora, levam a criança pra um abrigo que vai acontecer a mesma coisa, certamente, o que vai mudar vai ser o violentador, que agora serão os colegas de quarto que foram violentados quando pequenos e assim vai indo, é algo muito triste e doído de se admitir , mas como eu quase sempre digo nos textos, é a realidade, e a realidade só se muda com atitude e conscientização. E não há conscientização enquanto as pessoas passarem a mão na cabeça, seja qual for, desses monstros que se escondem nos armários das crianças que não tem culpa nenhuma de terem nascido passíveis de violência.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O futuro da nação

Filhos, prole, o futuro da nação. Crescemos ouvindo, na maioria das vezes, toda aquela história de “crescei e multiplicai”, começamos a criar e gostar da idéia de ter alguém no mundo que tenha o seu nariz, os olhos do seu parceiro, até mesmo o cabelo da sua avó. Mulheres crescem com sonhos maternais, vêem ser mãe como o ápice da vida, a amamentação a doação total, fotos presentes chás de bebe, e tudo que uma grávida tem direito. Mas do outro lado do asfalto as coisas são um pouco diferentes, lá a informação não chega assim tão fácil, lá não se tem sonhos e sim presságios assim como as mulheres de Atenas de Chico. Lá trabalha-se muito, criam-se muito filhos e sonhos maternais não cabem mais. Eis que uma menina de seus doze ou treze anos se vê realizando o sonho da mulher pra quem a mãe dela trabalha. Essa menina não é nem adulta, uma criança gerando outra criança, não tem estudo, o pai da criança, ah esse está mais ocupado engravidando outra menor, o que fazer?
É não é justo, quem quer engravidar como a mulher para quem a mãe da menina trabalha não engravida, e quem não tem como criar uma criança não precisa nem se esforçar.
A mulher então resolve começar um tratamento de fertilidade, gasta milhões, mas ela tem um bom marido, casamento feliz, quer realizar seu sonho. A menina se vê sem escolha e abandona a criança.
Bom, agora que dei uma introduzida no assunto com uma “historinha”, vamos ao que interessa.
Nosso planeta está repleto de pessoas, teremos mais gente do que espaço daqui um pouco. Vivemos em uma época de colapso ambiental, água acabando, o clima ficando cada vez mais instável e imprevisível. Crianças vivendo na marginalidade por não terem quem as crie de verdade, fora aquele que lhes oferece ajuda, o primeiro que aparecer, que muitas vezes coloca-as em caminhos que vão contra a lei, como as drogas por exemplo. Essas mesmas crianças viram adultos, que não tem educação, berço, ou qualquer outro substantivo preciso para um adulto saudável fisicamente, psicologicamente e socialmente. Esses adultos viram marginais, que podem acabar fazendo o que fizeram com eles, e fica nesse ciclo vicioso, e isso não é fácil de acabar não, e não é do dia para a noite.
Por outro lado, temos mulheres que tem problemas de infertilidade, mas sonham ter filhos, elas foram criadas para isso. As mulheres em sua maioria tem uma criação típica de servir, aos poucos isso vai mudando, mas é lento, e ainda são vistas as que não tem filhos ou não são casadas como fracassadas. Há ainda quem diga que a “obrigação” do ser humano é dar continuidade da espécie... no entanto essa espécie vem se destruindo e destruindo as outras também. Mas voltando ao assunto das mulheres, elas criam esse desejo de ser a rainha do lar, de ter algum pequeno que chore e precise dela, isso é bonito, romântico e egoísta. Quando se quer ter um filho, pensa-se primeiro no prazer de ser mãe depois no que essa criança pode virar, infelizmente é assim na maioria dos casos.
Será que não seria mais proveitoso essa mulher que gasta milhões com tratamentos gastar isso com uma criança que já existe e precisa dela de verdade? O prazer egoísta de ter uma barriga vai além da preocupação com o coletivo?
Está bem, estou sendo radical, então vamos encontrar um meio termo, certo? Vamos satisfazer o prazer e a necessidade social, será útil e agradável, pense. Para o social, adota-se uma criança, sim, precisamos ajudá-las, não estamos sós elas fazem parte de onde vivemos, tenhamos compaixão! E para satisfazer-se e sentir aquela coisa de fiz a minha parte para a continuação da espécie, tenha um filho gerado em seu ventre. Já que tem condições de gastar tanto para ter filhos, tenha-os, mas com consciência social, isso sim é bonito, isso sim é doação.
E aos que temem a herança genética, aviso-os, isso pouco influência na vida da criança, o que vai influenciar mesmo é a criação que será dada, o amor, a dedicação e preceitos que serão passados a esse ser que tanto precisa dos outros. Pense como a sociedade seria mais justa e menos violenta se cada um ajuda-se dando um pouco de afeto mesmo que não adotando se não fosse possível para essas crianças que precisam de todos nós.
É tocante ouvir a história deles, de como foram parar nessas situações complicadas, os abusos, os maus tratos, ou o simples fato de não ter família para recorrer, pensar no outro é difícil, mas necessário.
Estou fazendo um discurso politicamente correto, mas é o correto mesmo, oras! Sejamos menos egoístas, “gentileza, gera gentileza”.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Artificialidade em massa

"Moda é o que você adota quando você não sabe quem você é". Já disse Crisp Quentin, cada vez mais o modismo vem dominando as personalidades (ou a falta delas).

O modo de se vestir, falar, agir o que ouvir tudo tem sido ditado subliminarmente para a massa. A moda é a fábrica de gostos em série, somos produzidos com gostos e valores prontos, tudo isso alimentado pela vaidade e vontade de ser aceito, não há espaço para sua própria personalidade, todos são iguais (ou querem ser).

Com a perda da personalidade perdemos o pouco que nos resta de humano, nos transformamos em máquinas idênticos as que são da mesma geração (lote);
Os defeitos, as características todas inerentes ao lote. Lote esse selecionado por não ter personalidade ou por querer adotar a personalidade do grupo dominante, nosso lado animalesco se submetendo ao grupo alfa.

Com a modernidade e tecnologia a expansão da moda foi facilidade, aumentando o número dos afetados por ela.

Questionamo-nos então, até onde o ser aceito é mais importante que ser seu próprio guia? A sociedade de consumo em que vivemos nos julga pelo que aparentamos ser e não pelo que realmente somos. Poucas são as pessoas capazes de serem seus próprios guias, acabando por ser submisso sua personalidade artificial.

NinguéM = NinguéM - Engenheiros do Hawai















há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há tanta gente pelas ruas
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente sinta
(se é que sente) a mesma indiferença

há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase:
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros

há pouca água e muita sede
uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
entre duas pessoas
entre quatro paredes
tudo fica claro
ninguém fica indiferente
(ninguém = ninguém)
me assusta que justamente agora
todo mundo (tanta gente) tenha ido embora

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros

o que me encanta é que tanta gente
sinta (se é que sente)
ou
minta (desesperadamente)
da mesma forma

todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
todos iguais
todos iguais
tão desiguais...
tão desiguais...

imagem: http://homemfantasma.blogs.sapo.pt/


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Amizade

Um amigo me perguntou o que gostaria de fazer antes de morrer, me pegou de surpresa eu nunca havia pensado nisso antese acredito que não respondi exatamente o que ele perguntou, mas a resposta agradou. A frase que se destacou foi: ”espero ter pelo menos um amigo que me viu no pior e no melhor momento e se possível alguém para compartilhar verdadeiramente todas as realizações e decepções”. E quem não quer isso? Mas quem tem esse alguém em sua vida? Parece tão simples, uma amizade... Afinal teremos tantas no decorrer de nossas vidas, o ser humano é um animal sociável faz amizade assim que consegue estabelecer alguma comunicação que não precisa ser verbal.
Teremos amigos no berçário, na pré-escola, no ensino fundamental, médio, faculdade, trabalho, família, vizinhos, virtuais, uns que moram perto outros que moram longe, de todas as idades, mas desse monte de amigos que você conquistou no decorrer de sua vida quem você pode verdadeiramente chamar de amigo? Quem já te apoiou e deu bronca, que te viu no pior e melhor momento, quem te salvou daquela puta bronca, quem dividiu o pouco dinheiro que tinha pra você poder ir aquela festa?
Já tive muitas amizades em minha vida, e olha que não vivi tanto assim, há aquelas que perdi o contato outros que nos falamos às vezes e aquelas que ainda me acompanham, só não sei até quando. Existem amizades que ficam guardadas com muito carinho na lembrança, mas mesmo que houvesse um reencontro há laços que depois de desfeitos dificilmente reatam.
Os amigos se despedem seguem seus caminhos, destinos, carreira, família, amores, novos amigos. Vez ou outra um telefonema ou e-mail, mas já não é a mesma coisa, a convivência foi perdida, aquele alguém com quem você compartilhava cada segundo seja de alegria ou de tristeza já não está mais aqui. Restam são as lembranças e as lembranças não são palpáveis e isso é frustrante.
No entanto não podemos ficar imaginando “até quando vai estar comigo? Vai valer à pena?” isso faz com que não tenhamos se quer as boas lembranças, que por mais ilusórias e fantasiosas que sejam deixam-nos, os saudosistas, mais felizes.
O meu muito obrigada por todos os amigos que tive que tenho e que terei, espero que todos nós tenhamos aquilo que desejei.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

União

Sinto dizer, mas não estou totalmente interada sobre o que está acontecendo na tão renomada Grécia. Mas tenho prazer em dizer que (apesar de violentamente) o povo se uniu em busca de algo comum.
Um jovem de 15 (quinze) anos foi morto e por isso a Grécia está como está, cheia de manifestos, quebra-quebras, gente caída no chão, vidraça quebrada... Quantos jovens de quinze anos são mortos nem ficamos sabendo? Seja no Brasil, no Iraque, no leste europeu, na África, quantos chegam ao nosso conhecimento? E quando chegam o que fazemos é suspirar fundo e dizer “pobrezinho”, habituamo-nos com a morte, a morte faz parte da vida, não é mesmo?
Agora imagine, se a cada morte fizéssemos isso. Não haveria mais país, a tal “ordem” seria abandonada ainda mais escancaradamente. Mas também, vão pensar muito bem antes de matar alguém para aqueles lados, já sentiram a fúria popular jovem (orgulho).
Quebra-se então o conformismo, deu-se a deixa para mostrar o poder da união (ta bom, já sei que é violenta, mas não deixa de ser união). E a união popular brasileira, onde se esconde?
Não se vê mais manifestos, panfletos, denuncias... Antes militares é que censuravam, hoje não precisamos disso. Os últimos manifestos que pude saber de existência foram sobre aqueles casos tão falados pela mídia, casos esses que não vem da favela, não vem do morro, e nem do seu vizinho, vem de longe, vem dos condomínios. Para variar a elite faz com que o povo coloque a mão na merda digo massa para conseguir o que querem, foi assim dês das lutas pela independência e é até hoje, e não há previsão de mudança, infelizmente.
Quando tomaremos poder de nosso destino? Até quando seremos ordenamos por aqueles que pagam os salários? Onde está a união? Onde está a multidão?